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Como não pagar imposto sobre distribuição de lucros?

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Nesse artigo você vai ver:
Como não pagar imposto sobre distribuição de lucros

A publicação da Lei nº 15.270/2025 alterou a regra histórica da isenção total sobre distribuição de lucros, criando um limite mensal para manter o benefício.

Sendo assim, a partir do começo de 2026, empresários e profissionais PJ passaram a conviver com uma nova realidade tributária no Brasil.

Até então, bastava ter contabilidade regular para receber qualquer valor de lucro sem pagar Imposto de Renda. Agora a isenção continua existindo, porém condicionada a critérios de valor, frequência e organização contábil.

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A boa notícia é que ainda é totalmente possível não pagar imposto sobre distribuição de lucros, desde que haja planejamento. Quem entende as regras consegue manter a isenção legalmente; quem ignora, pode pagar 10% de imposto sem necessidade.

Neste guia completo da São Lucas Contabilidade, você vai entender o que mudou, como funciona a nova tributação e quais estratégias podem ser aplicadas para preservar seus rendimentos.

O que mudou com a tributação de lucros em 2026

Antes de 2026, a regra era simples: todo lucro distribuído era isento de Imposto de Renda, desde que a empresa tivesse escrituração contábil regular.

Com a nova lei, passou a existir um limite mensal por sócio.

Nova regra:

  • Até R$ 50.000 por mês por CPF → isento
  • Acima de R$ 50.000 no mês → 10% de imposto de renda.

Esse imposto é retido pela própria empresa no momento da distribuição.

O ponto mais importante é que o controle passou a ser mensal, não anual. Isso significa que a forma de distribuir o lucro agora influencia diretamente a tributação.

Uma distribuição mal planejada pode gerar imposto mesmo que o valor anual seja baixo.

Por que muitos empresários vão pagar imposto sem precisar

O erro mais comum será concentrar lucros acumulados em poucos meses.

Imagine um empresário que teve lucro anual de R$ 600 mil e decide sacar tudo em dezembro.

Resultado: Como a distribuição ocorreu em um único mês, haverá tributação de 10% ou seja, R$ 60 mil.

Isso muda completamente a lógica de retirada de dinheiro da empresa. Antes bastava fechar o ano com lucro; agora é preciso controlar o fluxo mensal.

O imposto deixou de depender apenas do valor e passou a depender também do calendário de distribuição.

Sendo assim, veja algumas estratégias para evitar a tributação e o pagamento de impostos em excesso:

1.Distribuir lucros mensalmente dentro do limite

A forma mais simples de manter a isenção é fracionar a distribuição ao longo do ano.

Se a empresa gerar R$ 600 mil de lucro anual, o ideal é distribuir R$ 50 mil por mês para cada sócio. Dessa forma, nenhum mês ultrapassa o limite e não há tributação.

Essa prática exige disciplina financeira e acompanhamento contábil frequente, pois a empresa precisa apurar resultados regularmente.

Empresas que aguardam o encerramento anual para distribuir lucros tendem a pagar imposto desnecessariamente.

A periodicidade passou a ser tão importante quanto o valor.

2.Dividir lucros entre mais sócios

A nova regra considera o limite por CPF, não por empresa. Isso significa que dois sócios podem receber até R$ 50 mil cada no mesmo mês sem imposto.

Se uma empresa distribui R$ 100 mil mensais para um único sócio, haverá tributação. Mas se houver dois sócios recebendo R$ 50 mil cada, continua isento.

Essa estratégia é muito utilizada em planejamentos familiares ou societários legítimos.

É fundamental que os sócios estejam formalmente registrados no contrato social e participem da estrutura empresarial. Não pode ser uma inclusão fictícia.

Quando estruturada corretamente, a divisão societária reduz tributação sem qualquer ilegalidade.

3.Utilizar uma holding para organizar a distribuição

Empresários com múltiplas fontes de renda podem organizar melhor os recebimentos por meio de uma holding.

Nesse modelo, a holding recebe os lucros das empresas operacionais e redistribui aos sócios respeitando o limite mensal por CPF.

Isso evita concentração de valores em uma única pessoa ou em um único mês.

Além da economia tributária, a holding também oferece:

  • Organização patrimonial
  • Planejamento sucessório
  • Separação de riscos empresariais

A estrutura precisa ser planejada corretamente, pois envolve questões societárias e fiscais, mas pode gerar grande eficiência tributária no longo prazo.

4.Manter contabilidade regular

Sem contabilidade formal, não existe isenção de lucros. A Receita Federal pode entender que valores retirados da empresa são remuneração e não lucro, passando a cobrar INSS, Imposto de Renda e multas.

Para garantir a isenção é necessário:

  • Apuração de resultado contábil
  • Registro em demonstrações financeiras
  • Documentação da distribuição
  • Declarações fiscais coerentes

Empresas que retiram dinheiro diretamente do caixa, sem registros adequados, correm alto risco de autuação.

A contabilidade deixou de ser apenas obrigação legal e passou a ser requisito para manter a isenção.

5.Definir pró-labore adequado

Sócios que trabalham na empresa devem receber remuneração mensal compatível com suas funções. Caso contrário, a Receita pode entender que os lucros estão substituindo salário.

Quando isso acontece, o valor pode ser reclassificado como pró-labore e sofrer tributação com INSS e IR.

O ideal é definir um pró-labore coerente com o mercado e distribuir lucros apenas após sua apuração.

Reduzir artificialmente o pró-labore para aumentar lucros pode gerar fiscalização. O equilíbrio entre pró-labore e distribuição de lucros passou a ser essencial.

A importância do planejamento tributário

A nova regra não criou um imposto obrigatório sobre lucros, ela criou um imposto sobre a falta de planejamento.

Empresários organizados continuam pagando zero imposto sobre distribuição. Já empresas sem controle financeiro passam a pagar 10% desnecessariamente.

O planejamento envolve analisar faturamento, periodicidade de resultados, composição societária e estratégia de retirada. Cada empresa terá uma estratégia ideal diferente.

Conclusão

A tributação sobre distribuição de lucros mudou em 2026, mas a isenção não acabou. Ela apenas passou a depender de organização.

Distribuir valores mensalmente, estruturar corretamente a sociedade, manter contabilidade regular e definir pró-labore adequado são medidas suficientes para continuar recebendo lucros sem imposto.

A São Lucas Contabilidade pode analisar sua estrutura empresarial, organizar a forma de retirada e garantir que você continue aproveitando os benefícios legais de ser PJ com segurança.

Entre em contato com nossa equipe e descubra como proteger seus lucros da tributação de forma totalmente legal.

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