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Quando vale a pena virar PJ para pagar menos impostos?

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Quando Vale A Pena Virar Pj Para Pagar Menos Impostos - Contabilidade em São Bernardo do Campo - SP

Virar PJ, ou seja, atuar como pessoa jurídica em vez de pessoa física, pode ser uma excelente estratégia para pagar menos impostos, principalmente para profissionais autônomos e prestadores de serviços que faturam acima de determinado valor mensal.

No entanto, essa mudança precisa ser feita com planejamento e análise, pois nem sempre compensa e cada caso exige avaliação individual.

Neste artigo, a equipe da São Lucas Contabilidade, especializada em planejamento tributário para empresas e profissionais do mercado digital, explica quando vale a pena virar PJ, quais são os regimes tributários mais vantajosos e como dar esse passo com segurança.

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O que significa “virar PJ”?

Virar PJ significa formalizar uma empresa no seu nome, com CNPJ, contrato social e regime tributário próprio.

Essa estrutura permite que o profissional ou empreendedor emita notas fiscais, tenha um planejamento tributário mais eficiente e, em muitos casos, pague menos impostos do que como pessoa física.

É uma alternativa comum entre infoprodutores, influenciadores, selleres de marketplaces, youtubers, dentre outros empreendedores e profissionais do mercado digital.

Pessoa física x pessoa jurídica: comparação de impostos

Um dos principais motivos para a migração de PF para PJ está na diferença de tributação. Como pessoa física, os rendimentos estão sujeitos ao Imposto de Renda progressivo, que pode chegar a até 27,5%.

Já como PJ, é possível escolher entre regimes mais vantajosos, como o Simples Nacional, que oferece alíquotas iniciais a partir de 4%ou 6%, a depender do tipo de atividade da empresa.

Quando vale a pena virar PJ?

Embora a economia com impostos seja um grande atrativo, virar PJ também envolve custos e obrigações acessórias, como emissão de notas, contabilidade mensal, envio de declarações e recolhimento de tributos como o INSS patronal e pró-labore.

Por isso, a mudança só vale a pena quando há equilíbrio entre economia tributária e responsabilidade fiscal. Veja abaixo os principais cenários em que virar PJ é vantajoso:

✅ 1. Quando o faturamento mensal é superior a R$ 5.000

Para quem fatura até R$ 3.000 ou R$ 4.000 por mês, a economia como PJ é pequena e, muitas vezes, não compensa os custos operacionais.

Porém, a partir de R$ 5.000 a R$ 7.000 mensais, já é possível estruturar uma empresa com lucro real ou presumido, ou entrar no Simples Nacional, e pagar menos impostos do que pessoa física.

✅ 2. Quando o cliente exige emissão de nota fiscal

Muitos profissionais são pressionados pelos clientes a emitir nota fiscal para receber pagamentos.

Nesse caso, ser PJ se torna quase obrigatório, além de permitir acesso a novos contratos e oportunidades que exigem formalização.

✅ 3. Quando há despesas que podem ser abatidas

Como pessoa jurídica, é possível deduzir diversas despesas operacionais, o que reduz a base de cálculo dos tributos. Exemplos:

  • Aluguel de sala comercial

  • Energia, internet e telefone

  • Software e sistemas de gestão

  • Equipamentos e insumos

  • Serviços terceirizados

  • Contabilidade

Esses custos não podem ser abatidos na pessoa física, o que torna a PJ mais vantajosa.

✅ 4. Quando o profissional deseja distribuir lucros isentos

Ao atuar como PJ, o profissional pode definir um pró-labore (com INSS e IR retidos) e distribuir o restante dos lucros sem imposto adicional, desde que a contabilidade esteja em dia.

Essa é uma das maiores vantagens da pessoa jurídica: a distribuição de lucros isenta de IR, o que representa uma forma legal de aumentar os rendimentos líquidos.

✅ 5. Quando há risco patrimonial

A formalização como empresa permite separar o patrimônio pessoal do empresarial, especialmente quando a empresa é aberta com cláusulas de limitação de responsabilidade.

Na prática, isso dá mais segurança jurídica em caso de processos, dívidas ou obrigações legais.

Quais são os regimes tributários para quem é PJ?

Ao abrir CNPJ, o profissional pode optar por um dos seguintes regimes tributários, dependendo do faturamento e atividade exercida:

📌 Simples Nacional: É o regime mais comum para pequenos negócios e prestadores de serviço, com alíquotas efetivas entre 4% e 19,5%, dependendo da atividade e do Fator R (relação entre folha e receita).

📌 Lucro Presumido: No Lucro Presumido, a carga tributária para comércio é de 5,93% em impostos federais mais a alíquota estadual de ICMS, enquanto a tributação sobre serviços costuma variar entre 13,33% e 16,33% sobre o faturamento.

📌 Lucro Real: Mais complexo, esse regime é usado por empresas de grande porte ou que desejam apurar efetivamente o lucro contábil, considerando receitas e despesas reais. Pode ser vantajoso para quem tem muitos custos e prejuízos dedutíveis, mas requer controle rigoroso da contabilidade.

Quais os custos para ser PJ?

Além da economia tributária, é preciso considerar os custos operacionais de manter uma pessoa jurídica:

  • Mensalidade da contabilidade;

  • Impostos mensais da empresa;

  • Aquisição do certificado digital e taxas de legalização.

Mesmo com esses custos, em muitos casos o resultado ainda é muito mais vantajoso do que continuar como pessoa física.

Como abrir CNPJ para virar PJ?

O processo de formalização é simples e pode ser feito com o apoio da São Lucas Contabilidade, em poucas etapas:

Na prática, além da orientação de um contador, você precisará separar alguns documentos básicos, dentre eles, RG, CPF e um comprovante de residência.

Por sua vez, com a documentação em mãos, a contabilidade cuidará dos trâmites burocráticos, o que inclui:

  • Registro da empresa na Junta Comercial;
  • Emissão do CNPJ na Receita Federal;
  • Liberação da Inscrição Estadual na SEFAZ;
  • Liberação da Inscrição Municipal e Alvará de Funcionamento na Prefeitura.

Com tudo em ordem, sua PJ estará apta para iniciar o desenvolvimento das atividades.

Conclusão: virar PJ é uma forma legal de economizar impostos

Virar PJ vale a pena para quem deseja pagar menos impostos, ter mais autonomia financeira e expandir sua atuação profissional.

No entanto, essa decisão precisa ser baseada em números, metas e estrutura, e não apenas em promessas de economia.

Com o apoio da São Lucas Contabilidade, você pode simular cenários, entender qual regime tributário se encaixa melhor no seu perfil e abrir sua empresa com total segurança e conformidade.

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